A contemplação eucarística é uma contemplação de amor terno e respeitoso.
Foi o amor que levou os discípulos de Emáus a reconhecer Jesus.
O amor é a luz da Eucarístia, luz que, atravessando os véus, conduz a alma aos pés de Jesus, e a faz tocar a fímbria de seu manto (Mt 9,20), reconhecê-lO sobre as ondas, como São João (cf. Jo 21,7).
Mas o amor, depois de encontrar Jesus, prosta-se a seus pés movido de respeito, como fizeram Madalena (Jo 12,3) e São Pedro (Lc 5,8)
A alma eucarística, em seu primeiro movimento, se lança para o Bem Amado, mas não tardando a reconhecer nEle o seu Rei e a majestade de seu Deus penetra-se de santo respeito e não ousa mais adiantar-se. É preciso então que Jesus a convide, chamando-a por estas belas e consoladoras palavras: "Vinde a Mim, e Eu vos consolarei; vinde, eleita de meu coração, e entrai nos celeiros de minha divina Caridade".
E a alma, abstraindo de todo o bulício do mundo, se esquece mesmo que tem um corpo, uma cadeia terrestre; entrega-se inteiramente a seu Bem Amado. Eis o fruto bendito da visão eucarística de Jesus: a alma encontrou o Divino Mestre!
Flores da Eucarístia, São Pedro Julião Eymard

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