Ministério Eterna Luz

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Festa da Misericórdia SBJ



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Palavra do Pastor

28º Domingo do Tempo comum – 09.10.2011


O BANQUETE DO REINO

+ Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília


A liturgia da Palavra deste domingo utiliza a imagem do “banquete” para falar do Reino de Deus. O Profeta Isaías anuncia o “banquete” que Deus preparou para todos os povos. No Evangelho, Mateus narra a parábola contada por Jesus sobre o “banquete” oferecido por ocasião da “festa de casamento”, destacando a resposta dos convidados. O significado desta imagem bíblica já está declarado logo no início do texto proclamado: “o reino dos céus é como...”. O mistério do Reino é revelado por Jesus através de parábolas, recorrendo, aqui, à imagem bíblica do “banquete”, bastante apreciada pelo povo de Deus, pois expressava o encontro fraterno, o estar juntos em paz, a alegria, a fartura de bens e a partilha. Através do “banquete”, Isaías anuncia que Deus “eliminará a morte”, “enxugará as lágrimas” e “acabará com a desonra”.

Contudo, os primeiros a serem convidados para o banquete não deram atenção; ao contrário, maltrataram e mataram os que estavam convidando. Diante disso, o rei mandou buscar a todos os que se encontravam pelos caminhos. É Deus quem prepara o banquete e convida para dele participar, primeiramente, o seu povo eleito, mas também, a todos que se encontram pelos caminhos, destacando-se a recusa dos fariseus e de outros líderes religiosos em acolher Jesus e o Reino. Embora todos sejam convidados, para permanecer no banquete, exige-se o “traje de festa”.

O Reino de Deus é dom, pois o “banquete” é iniciativa dele; porém, a resposta ao convite exige postura digna, um modo de viver segundo o Evangelho do Reino, representado pela “traje de festa”. A parábola é uma advertência para todos os que aceitaram o convite, aderiram a Jesus e receberam a graça do batismo. No batismo, recebemos a “veste branca” a ser trajada para sempre por cada um de nós. Veste branca porque “alvejada no sangue do Cordeiro”, conforme o Apocalipse, mas que deve ser assim conservada pelo nosso compromisso de vida cristã, pelo esforço sincero de conversão, pela busca continuada de coerência e fidelidade. Como viver assim, diante da fragilidade humana e de tantos desafios? Paulo nos dá a resposta, na Carta aos Filipense, hoje meditada: “Tudo posso naquele que me dá força”, ao mesmo tempo, que reconhecia agradecido a solidariedade da comunidade de Filipos para com ele, que se encontrava na prisão, por causa do Evangelho. Portanto, são muito necessários: a graça de Deus, o empenho de cada um e a ajuda fraterna.

Neste mês Missionário, sejamos missionários através do anúncio e do testemunho de vida. Rezemos, agradecidos, pelos missionários e missionárias, especialmente, por nossa equipe missionária em Roraima. Vamos também participar todos juntos, no próximo dia 12, da Festa da nossa Padroeira!

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