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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Vinde Espírito Santo


              A vaidade e o orgulho são causa de muitas rezas e afastam a alegria do Espírito Santo. Por isso, quando vemos que o orgulho quer se apoderar de nosso interior, é bom que nos detenhamos e perguntemos com sinceridade: "É tão importante que me louvem ou me critiquem? Acaso sou eu o centro do universo?"
               E se estou sofrendo com o orgulho ferido porque me humilharam, posso perguntar-me: "Acaso não vai passar também esta humilhação ou este fracasso como passaram tantas outras coisas? Não é verdade que tudo passa?" E posso repetir: "Tudo passa. E isto também passará. O vento vai leva-lo e logo não terá importância".
              Então posso entregar-me plenamente a uma tarefa com liberdade interior, não pelas carícias que isso possa acarretar ao meu orgulho. Posso fazer algo bom, mas acarretar ao meu orgulho, e sim porque reconheço a dignidade que Deus me dá e não quero desperdiçar os dons que o Deus de amor me deu para benefício de meus irmãos. Faço-o porque desejo corresponder a esse amor, e por isso sou capaz de nutrir ilusões com algo novo para o bem dos outros.
              Além do mais, se buscamos a aprovação alheia, quando não recebemos dos outros o reconhecimento que esperamos, começamos a senti-los como competidores. Ruminamos nosso rancor na solidão, incapazes de viver em fraternidade. Ou procuramos cada vez mais chamar a atenção para que não nos ignorem e terminamos molestando-nos e arrastando-nos diante deles, reclamando que tenham consideração por nós.
              É melhor pedir todos os dias ao Espírito Santo que nos liberte do orgulho e da vaidade, que não servem para nada. Não vale a pena dar importância aos reconhecimentos alheios. Leva-os o vento, e não deixam nada.
Os cinco minutos do Espírito Santo - Víctor Manuel Fernández

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