É principalmente na escolha de uma aliança que a sabedoria e a prudência dos pais devem dirigir seus filhos. Um pai deve exigir antes de tudo a virtude, a religião, na pessoa a ser admitida em sua família, e preferir a virtude à fortuna. É justo que tenha em vista a igualdade de posição, salvo se as qualidades da pessoa estão acima de sua condição natural. Se a discrição deve guiar os pais na escolha de uma aliança nupcial, a prudência cristã manda que não imponham ou contrariem com violência uma afeição justa e virtuosa. É Deus quem une os corações cristãos, e é a sua bênção que faz a felicidade da família.
E se o filho se sentir atraído para o estado sublime do Sacerdócio, apresentando as qualidade exigidas, o pai tem o direito, sim, de experimentar as disposições do filho, mas não o de se opor aos sinais evidentes de uma vocação. Que Deus possa fazer a sua escolha, como faz um rei, e os pais cristãos devem à sua consiência e ao seu amor para com Deus a homenagem do que possuem de mais caro no mundo. Deus então, contente de seu sacrifício, lhes retribuirá ao cêntuplo na imolação de seu Isaac (cf. Gn 22,10), enquanto que esse filho, integralmente de Deus, será a consolação, a glória e a felicidade da família.
Flores da Eucaristia - São Pedro Julião Eymard
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