Agar, no deserto, chorava por não poder refrigerar e nutrir seu filho, prestes a expirar de inanição (cf. Gn 21,16).
A Sinagoga, as seitas protestantes, são as mães impotentes para acudir às necessidade de seus filhos, que pedem pão e ninguém possui para dar-lhes.
A Igreja, porém, recebe toda a manhã o pão do céu para cada um de seus filhos. "Quantum isti, tantum ille" (São Tomás de Aguino). É o pão dos anjos" (Sb 16,20), o Pão dos reis.
Seus filhos se tornam belos, então, como o Pão de que se nutrem; são fortes, alimentados com o trigo dos eleitos (cf. Zc 9,17) (Vulg). Têm o direito de tomar parte diariamente no festim real; para isto, as mesas estão sempre preparadas na Igreja, que os convida, instando para que venham haurir a força e a vida.
Nosso Senhor disse: "Aquele que come a minha carne tem a vida" (Jo 6,54).
E que vida? A própria vida de Jesus: "Como o Pai, que vive, Me enviou e como Eu vivo por meu Pai, assim também aquele que come a minha Carne viverá por Mim" (Jo 6,57).
Quando temos Jesus em nós, somos dois, e o fardo assim repartido é leve. E São Paulo também dizia: "Posso tudo nAquele que me confortará" (Fl 4,13) e Aquele que o conforta; assim é Aquele que vive nele como em nós, o Cristo Jesus.
Flores da Eucaristia - São Pedro Julião Eymard
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