Jesus, na Eucaristia, do mesmo modo que na sua Paixão, não quis poupar a própria vida divina.
Na Paixão, deixou transparecer somente o seu amor; ocultou sua glória, sua majestade, seu poder, e se apresentou como o homem de dores, o amaldiçoado de Deus e dos homens.
Infelizes daqueles que não O quiseram reconhecer! Foi necessário que um ladrão, um malfeitor, Lhe adorasse a divindade e proclamasse a inocência, e que a natureza chorasse o seu Criador! (Lc 23,40-41.44-45; Mt 27,51-53).
No Santíssimo Sacramento, Jesus continua, com mais amor ainda, esta imolação dos atributos divinos. Do poder de Jesus Cristo, de sua glória, vê-se apenas uma paciência que chegaria a causar escândalo se não soubéssemos que o seu amor para conosco é infinito, é uma loucura! Isanis, Domine!
O terno Salvador parece nos dizer: "Será que não faço bastante por vós? Acaso não mereço vosso amor? Que posso fazer ainda: Apontai o sacrifício que me falta praticar!"
Oh! Como são desgraçados os que desprezam tanto amor! A Eucaristia é a prova suprema do amor de Jesus para conosco, porque é o supremo sacrifício.
Flores da Eucaristia - São Pedro Julião Eymard
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