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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Encontro diário com Deus


                           Em nosso coração sentimos despertar-se uma afeição inesperada para com uma pessoa até então desconhecida que, por uma circunstância qualquer, nos relembra um, ente querido. Sentimos natural simpatia para com aquele que faz reviver diante de nós um amigo perdido.
                           Do mesmo modo nos sentimos atraídos pelo amigo, sem o conhecer, unicamente porque lhe é querido. E não é só isto: o coração que ama instintivamente quer bem a tudo o que diz respeito a um amigo.
                           É o que acontece com Jesus; porque ama o Pai, conhecendo que ele nos tem amor, sente-se impelido a nos amar por esta razão, independente de outra qualquer, visto que é uma necessidade para o Filho de Deus não esquecer os que são amados pelo Pai Celeste.
                            Sem a Eucaristia, porém, o amor de Jesus Cristo seria apenas um amor inerte, passado sujeito ao nosso esquecimento e esquecimento quase perdoável. O amor tem suas leis, suas exigências que somente a Eucaristia satisfaz plenamente, e nela Jesus tem direito de ser amado porque nos patenteia um amor infinito.
Flores da Eucaristia - São Pedro Julião Eymard

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