Nosso Senhor se oculta sob as espécies sacramentais para o nosso bem, visando ao nosso interesse, a fim de nos obrigar a estudar-Lhe a alma, as intenções, as virtudes.
Se nos fosse dado vê-lO, haveríamos de nos deter a contemplá-lO em seu exterior, ama-lO-íamos com um amor todo de sentimento, quando Ele pede amor de sacrifício. Custa-Lhe, é certo, velar-se deste modo. Ser-lhe-ia mais agradável nos mostrar seus traços divinais, e, destarte, atrair a si muitos corações. Procede diversamente para o nosso bem.
O nosso espírito procura então penetrar na Eucaristia, e a nossa fé se sente excitada a trabalhar, porquanto Nosso Senhor, em vez de se patentear aos nossos olhos, se descortina às nossas almas, evidenciando-se por sua própria luz, iluminado-nos, tornando-se o objeto da nossa contemplação e o alvo de nossa fé.
Nosso Senhor quer que nos esforcemos por atingir a sua própria alma com o nosso espírito e o nosso coração, sem o concurso dos sentidos.
Flores da Eucarístia, São Pedro Julião Eymard
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